Sexta-feira, Outubro 30, 2009

Pato abre as asas e solta as feras


Alexandre Pato está atingindo a maturidade. Com 20 anos, o jogador do Milan começa a se comportar de maneira mais adulta em campo. Já na temporada passada, o atacante vinha sendo o principal destaque do clube italiano, já que Kaká passou boa parte de 2008/09 lesionado e as "principais" contratações para a temporada, Ronaldinho Gaúcho e Beckham, pouco fizeram em campo para justificar os investimentos. Assim, Pato foi o responsável pela classificação do Milan para a Uefa Champions League 2009/10, sendo o artilheiro do Milan na temporada com 18 gols - 15 deles na Serie A italiana.

Com a saída de Kaká do Milan, a responsabilidade de ser o principal jogador do time ficou vaga. Os dirigentes apostavam em Ronaldinho Gaúcho, por sua experiência e adormecida qualidade. Mas essa bronca sobrou mesmo para o ex-jogador do Inter. Até agora, o marido da Stefany Britto já tem sete gols na temporada. Dois deles em um jogo emblemático: Real Madrid 2 x 3 Milan, no Santiago Bernabéu, contra o ex-companheiro e ídolo rossonero Kaká.

A Copa do Mundo parece estar distante para Alexandre. O fato de ser tímido, tanto nas atuações quanto na relação com a comissão técnica (aparentemente), fez com que o técnico Dunga descartasse, por ora, o atacante do grupo. Ainda pesa contra Pato a concorrência de Luis Fabiano, Nilmar, Adriano e Robinho(?). Mas o jovem artilheiro do Milan ainda pode sonhar com uma convocação, se continuar mantendo o nível de seu futebol.




Um fato que vem chamando a (minha) atenção no jogo do Pato é a maneira que ele vem comemorando seus gols: além do já famoso "coraçãozinho-pra-esposa", agora há punhos cerrados, gestos de muita vibração e expressão de garra no rosto. Na minha opinião, o jeito que um jogador comemora seus gols é fundamental para dizer quem ele é.
Aquele jogador que comemora seus gols com uma dancinha junto à bandeira de escanteio, uma coreografia ensaiada com os demais colegas, mostrando a língua pra câmera ou algum outro tipo de palhaçada, provavelmente é um jogador frouxo e que vai se esconder na hora braba. Agora, aquele cara que faz um gol e sai vibrando, com a mão fechada e um berro na garganta, demonstra ser aguerrido e gostar daquilo que está fazendo.

Terça-feira, Outubro 20, 2009

Sim, eles ouvem!

Para aqueles, que como eu, acham que um estádio frequentemente cheio é indicativo de grandeza de um clube de futebol, que torcida que se diz grande é obrigada a comparecer sempre à cancha e que também compartilham da idéia que uma torcida participativa na arquibancada faz diferença em situações de jogo, esse vídeo é uma relíquia. São só 35 segundos, mas é belo.

Era um jogo do River Plate, nessa fase braba que anda o time de Nuñez, no começo desse ano. Radamel Falcao Garcia - que tem esse nome em homenagem ao Falcão do Inter - aguardava o apito inical do jogo. A torcida do River, claro, cantava alto. Falcao cantava junto. Na imagem, ele cantarola, do jeito que se cantarola algo que ouve-se por acaso mas que é totalmente conhecido, de cor e salteado. Já aconteceu isso com alguém aí? Se está ouvindo o rádio, de repente toca aquela música que tu gostas, tu estás concentrado em outra coisa...mas a canção entra nos teus ouvidos e quando tu te dás por conta, já está cantando junto.



Fato é que essa passagem de 35s mostra que os jogadores não são impassíveis ao que a torcida faz na arquibancada. Eles ouvem os cantos, enxergam os trapos, a festa, sentem a vibração. Mas existe muito torcedor que não sabe a força que tem e prefere ficar calado, fazendo do estádio de futebol quase uma arena de tênis.

Tem muita gente, quase sempre os "anti-toricida-que-apóia-o-tempo-inteiro", que diz que torcida não ganha jogo e mais ainda, que os jogadores lá dentro do campo nem dão bola pro que está sendo cantado na tribuna. Talvez alguns até nem se importem mesmo, e as atitudes deles, jogadores, geralmente nos levam a crer nisso: falta de gana, passividade, morosidade...Vai ver é por isso que quando alguém demonstra algum afeto, como fez Falcao Garcia, aqueles, como eu, ficam felizes e até meio emocionados.

BONUS! Vídeo com o canto completo:



"yo lo domingo voy a ver al campeón, porque lo llevo en el alma; esa locura que siento por vos no se compara con nada; ganes o pierdas te vengo alentar, River Plate vos sos mi vida; sos la alegria de my corazon, lo más grande de Argentina! Yo, campeón, te vengo a ver y no me importa más nada; vamos vamos River Plate, no le falles a tu hinchada!"

Sexta-feira, Outubro 16, 2009

A festa é toda deles

A Argentia vinha mal, todos viam. As críticas do 'periodismo' não eram, então, infundadas. Porém, é de conhecimento geral que, quando os jornalistas querem, exercem seu poder de divulgação de formas equivocadas. Ao invés de uma simples crítica, dão uma verdadeira surra nos alvos da vez.

Foi assim com Dunga, ao longo de 2008, após derrota para o Paraguai, empates em sequência em casa, o bronze em Pequim. Vale lembrar que o técnico gaucho nunca foi complacente com a imprensa (de onde só recebia algum apoio dos conterrâneos), sempre desafiou a toda poderosa Rede Globo e, após a volta por cima, ainda faz questão de lembrar o quanto a imprensa é volúvel, recordando com algum rancor os duros (injustos?) questionamentos que recebeu.

Assim tem sido com Diego Armando Maradona. Com ele, tudo é mais justificável. Seu time realmente não rende nada, não há um resultado inquestionável a seu favor, pelo contrário, muitos realmente demonstram o quanto El Diez é fraco como DT. Todavia, a imprensa argentina bem que mereceu o polêmico "que la chupen" de Don Diego, pois encheram tanto o saco, chatearam e irritaram tanto da Seleção Albiceleste, de um jeito que só mesmo um argentino consegue, sem demonstrar nenhum sinal de apoio. Ao contrário de grande parte da torcida, que mesmo com maus resultados apostava na classificação.

A maior prova disso é que não foi apenas Maradona que disparou contra o periodismo porteño ao fim da decisão, em Montevideo. Assim que o árbitro apitou o fim do jogo, os jogadores se reuniram ainda em campo para festejar o triunfo de uma maneira comum no futebol. Porém, todos cantavam como torcedores um canto que parecia muito bem ensaiado e decorado para o caso de vitória, em uma espécie de dedicatória:



"Hay que alentar la Seleción hasta la muerte, porque a Argentina yo la quiero, porque es un sentimento que llevo en el corazon...y no me importan lo que digan esos putos periodistas, la puta que los parió..."

O fato é que os jogadores se sentiam fartos de todas as cobranças e críticas dos últimos meses. Desabafaram isso após o jogo que eles transformaram em vaga na Copa. Maradona teve alguma participação no resultado, mas os verdadeiros responsáveis pela improvável vitória fora de casa foram eles, os jogadores. A festa protagonizada no vestiário demonstra tudo: o alívio, a felicidade, a vibração do time a euforia. E a celebração é típica de una hinchada¹ que alenta en las buenas, y en las malas ainda más, bem ao estilo argentino:



"Yo te sigo de pendejo², siempre voy a todo lado, yo te vengo a ver descontrolado...igual te alento, se vas perdiendo, un sentimiento, no trate de entenderlo! No se compara, con otra hinchada, soy argentino en las buenas y en las malas!"


¹hinchada: torcida
²pendejo: guri, piá, pirralho (em outros momentos, tem sentido de xingamento)

Sábado, Outubro 03, 2009

Eles voltam e a gente ganha

O futebol já provou, ao longo de sua história, que vive em constante mudança. Seja nas regras, seja no comportamento de quem o acompanha, seja nas ações daqueles que dirigem clubes e federações, e por fim, pelo que fazem dentro de campo aqueles que promovem o espetáculo, ou seja, os jogadores. E, pelo que vêm acontecendo com os jogadores brasileiros, tudo indica que viveremos mais uma mutação no esporte.
Nos anos oitenta, começou um processo que empobreceu o futebol brasileiro, em termos de competições nacionais: a venda de nossas estrelas para o futebol europeu. Falcão, destaque dos três títulos nacionais do Inter (75/76/79) e Zico, que comandou as conquistas internacionais do Flamengo (Libertadores e Intercontinental) em 1981, foram as grandes perdas daquela década. A partir daí, com o surgimento da Lei Pelé, a situação se agravou. Nas décadas seguintes, os clubes brasileiros viam seus jogadores debandarem cada vez mais cedo para os mais diferentes lugares: Espanha, Itália, Portugal, Leste Europeu, entre outros. Porém, neste fim de anos 2000, vêm ocorrendo um fenômeno deflagrado justamente por ele, o Fenômeno: a volta pra casa. E esta volta está cada vez mais constante. Alguns exemplos:



Zé Roberto, que começou sua carreira na Portuguesa, andou ainda por Real Madrid e Flamengo, mas foi na Alemanha que ganhou destaque defendendo o Bayer Leverkusen, e depois o Bayern de Munique. Foi convocado para a Copa de 2006, e nela saiu como um dos únicos que se salvaram naquela campanha vexatória da Seleção Brasileira. Mesmo assim, perdeu espaço no grupo da seleção, após a chegada de Dunga. Voltou ao Brasil em 2007 para defender o Santos, com um salário estimado em R$ 500 mil/mês. Suas ótimas atuações no clube, que foi campeão Paulista-07 e chegou às semi-finais da Libertadores, sendo eliminado pelo Grêmio, renderam à ele uma nova chance na Europa, no mesmo Bayern de Munique. Duas temporadas depois, com a renovação do grupo do clube alemão, está agora no Hamburgo, mostrando ainda uma técnica muito refinada.


Marcelinho Paraíba, após seis anos na Alemanha (Herta Berlim e Wolsfburg, com uma passagem pelo Trabzonspor da Turquia), regressou ao Brasil para defender o Flamengo, em 2008. Voltou, fez ótimas partidas pelo rubro-negro, e por um desacordo financeiro desses que é comum no ftebol do Rio, saiu do clube. Foi para o Coritiba, como grande contratação do ano do Centenário coxa-branca e está repondendo à altura. Comandou o time na campanha da Copa do Brasil, onde o time da capital paranaense chegou à semi-final, caindo diante do "favorito" Internacional.

Adriano, o Imperador. Este foi e voltou duas vezes. Na primeira, em 2008, foi contratado por empréstimo pelo São Paulo por seis meses, após realizar tratamento de lesão no badalado "Reffis" tricolor. No primeiro semestre daquele ano, naufragou com o time no Paulistão e também na Libertadores, apesar de algumas boas atuações. Retornou para a Inter de Milão, onde havia ganhado o epíteto que carrega até hoje. Mas os problemas que o atormentavam (álcool, festas, instabilidade emocional) voltaram rondá-lo. E, depois de um polêmico sumiço, ele reapareceu já no Rio de Janeiro, para jogar pelo Flamengo. Em casa, com um massivo apoio da torcida e da imprensa, Adriano retomou as boas atuações, e é o artilheiro do Brasileirão com 17 gols. Resta saber por quanto tempo ele ficará no Brasil.
O caso mais festejado, claro, é o de Ronaldo. O Fenômeno estava no Milan, praticamente encostado, quase não jogava devido a seguidas lesões não muito graves, mas que o impediam de ter uma sequencia de jogos. Então, durante um jogo no início de 2008, ao entrar no segundo tempo de uma partida, ao fazer o primeiro movimento em direção à bola, rompeu os ligamentos do joelho esquerdo, exatamente como antes ocorrera com o outro. Cirurgia, repouso, fisioterapia, todo um processo que Ronaldo conhece muito bem. Veio ao Brasil para completar o tratamento no Flamengo, seu clube do coração. Já na fase final da recuperação, ele dava indícios de que ficaria no Brasil. E ficou, porém...no Corinthians?! Flamenguistas se consideraram traídos pelo craque, muitos pensavam que era apenas uma estratégia de marketing da direção corintiana. O resultado, porém, foi diferente, todos viram. Corinthians campeão Paulista e da Copa do Brasil, com atuações decisivas do atacante.

O último a fazer o caminho de volta pra casa em alto nível é Gilberto. O lateral esquerdo e meia, que fez parte do grupo na Copa '06, estava esquecido no Totenhamm da Inglaterra. Antes disso, havia se destacado no futebol Alemão defendendo o Herta Berlim. No Brasil, havia jogado por Flamengo, São Caetano e Grêmio, nesse último atingindo o melhor desempenho. Ao regressar, tentou contato com o clube gaucho, mas os dirigentes não quiseram abrir negociações. Foi então para o Cruzeiro. E em Belo Horizonte está se reencontrando com seu antigo e ótimo futebol, comandando o meio-campo do time mineiro, que vem sendo reformulado após o vice da Libertadores-09.

Dizem por aí, que ano que vem é a vez de Ronaldinho, em baixa no Milan, desembarcar no Brasil. Será???

Quinta-feira, Julho 09, 2009

Música da Semana

A música da semana é, como o esperto e astuto leitor do blog há de entender, a música eleita para ilustrar o quadro musical de acá.
Pois bem, a música da semana é como o esp...isso já foi dito. A música dessa semana então, é "Nunca Quise", da banda porteña Intoxicados.
A banda foi formada no ano 2000 após o líder, Pity Alvarez, se desligar de seu antigo grupo, Viejas Locas. Intoxicados já lançaram 4 cd's desde então, e por enquanto estão "de férias" por um ano, como diz no site oficial da banda. Há boatos de que Pity Alvarez vai juntar-se outra vez com a Viejas Locas, mas o que parece ser verdade é que o vocalista, guitarrista e frontman do grupo está se tratando de seu vício em drogas, por isso a paralisação (definitva ou não) da banda. Veja bem, o homem-símbolo da Intoxicados está tentando se desintoxicar.
Enfim, ahí viene duas versões da música "Nunca Quise", a Música da Semana aqui do blog:


Clip oficial da música, com uma história interessante e um final surpreendente:


Versão ao vivo no Pepsi Music, festival de música de Buenos Aires que antes she chamava Quilmes Rock. Neste concerto, Pity está visilmente intoxicado...:

Segunda-feira, Julho 06, 2009

Torneo Clausura tem novo campeão: Vélez Sarsfield

"La Copa se mira y se toca!"

Em campeonato por pontos corridos não há final, certo? Nem sempre. Ontem, houve uma final no Torneo Clausura. Vélez Sarsfield X Huracán chegaram à útlima rodada do campeonato argentino com uma diferença de um ponto entre si. El Globo, como é chamado o Huracán, tinha a vantagem do empate, por ter um ponto a mais que o Vélez (38 a 37). Mas o time de Liniers contava com o fator local, pois jogava na sua cancha, o Estádio Jose Amalfitani.

Gripe A fez torcida se proteger com máscaras

O jogo era franco, as duas equipes buscavam o ataque, o Huracán mostrava a qualidade que fazia-o líder do campeonato, não se escondia do jogo por ter a vantagem do empate. Tampouco o Vélez, que precisava do gol para ser campeão. Logo aos oito minutos, Eduardo Dominguez marcou de cabeça para o Huracán, mas o gol foi invalidado. Impedimento mal marcado pelo arbritro Gabriel Brazenas.
Aos 19 minutos, a chuva grossa que caía em Buenos Aires se tranformou em granizo, pelo menos sobre o Fortín de Liniers. Jogo paralisado por quase 30 minutos, mas ninguém arredou pé da arquibancada, e valeu a pena esperar.

Gelo cobriu a cancha: jogo paralisado

Depois do temporal de gelo, o Vélez teve a principal chance de marcar. Martínez foi derrubado por Araujo dentro da área, penalti. Mas, na cobrança, o artilheiro uruguaio Hernan Lopez foi parado pelo goleiro Monzón. No escanteio que houve a seguir, cabeçada de Maxi Moralez que o lateral Arano salvou em cima da linha do Huracán. A pressão nao deu resultado. Antes do intervalo, o Huracán ainda assustou, também com uma cabeçada na trave do Vélez.

Monzón contra Lopez: melhor para o goleiro do Huracán

No segundo tempo, a pressão do Vélez se intensificou, mas o time corria riscos através do contra-ataque do Huracán. Toda a pressão azul e branca surtiu efeito aos 38 minutos. Depois de lançamento longo para a área, o atacante Larrivey disputou com Monzón, deu um carrinho no goleiro cometendo falta clara. O arbitro nada apitou, e a bola se ofereceu para Maxi Moralez chutar para o gol vazio. Vélez 1 x o Huracán, e Maxi Moralez expulso, por tirar a camisa na comemoração.

Maxi Moralez: gol do título e expulsão

Depois do gol, a experiência do copeiro Vélez Sarsfield falou mais alto. O final do jogo foi tumultuado, o juíz deu nada menos que 13 minutos de acrescimos por conta de confusões entre os jogadores. E depois de outro princípio de briga, Gabriel Brazenas encerrou de vez o Torneo Clausura 2009, e o Fortín de Liniers sagrou-se campeão argentino pela sétima vez.

Árbrito Gabriel Brazenas admitiu erros durante a partida


El Fortín de Liniers em festa



Quinta-feira, Julho 02, 2009

Triste coincidência

Torcida Colorada lotou e deu espetáculo no Beira-Rio, mas saiu vice

Na quarta-feira, mobilização colorada. Torcida inflamada, jogadores focados, dirigente polemizando, ingredientes de uma grande decisão, inclusive a mística (??) camisa branca em campo. Começa o jogo, e em meia hora de bola rolando campeonato praticamente decidido: 2 a 0 Corinthians, para ser campeão o Internacional teria que fazer 5 gols. Mas, após o intervalo, com mais gente no ataque, - atitude que deveria ser inicial - um princípio de milagre. Em dez minutos, dois gols de Alecsandro pareciam ressucitar o Internacional na competição. Mas aí, a expulsão injusta do esquentado D'alessandro minou as chances de reação total. D'alessandro, após a expulsão, brindou os torcedores com uma demonstração de descontrole e gana extraordinária: chamou William pra briga, perseguiu-o pelo campo, e o zagueiro fugiu. Correu da briga, com o pretexto de "não cair na provocação". Cagou, fato. Final de jogo, 2 a 2, Corinthians campeão, mas Internacional pelo menos honrou a estirpe, jogou com seriedade até o fim, apesar de jogar mal, muito mal.

D'alessandro parte pra cima de William (4) ...

...e chama-o para a briga. O corintiano foge, e não sai nem na foto.

Lauro pára Ronaldo, mas não evita gols de Jorge Henrique e André Santos.



Na quinta-feira, a mobilização era tricolor. Promessa de inferno azul, provocações dos jogadores e ainda o possível desdobramento do caso Maxi x Eli Carlos. Mais 30 minutos de semi-final, e já era quase liquidada a fatura, o Cruzeiro fazia 2 a 0 em pleno Olímpico, obrigando o Grêmio a virar para 5, assim como acontecia no dia anterior com o Inter. E assim como aconteceu com o Inter, o Grêmio voltou do intervalo com disposição para jogar pela honra e contar com o improvável. Diminuiu o placar com Réver, e chegou ao empate com Souza. Mas também uma expulsão prematura deixou mais longe ainda a façanha: Adilson, de carrinho, derrubou Wagner e desmanchou um contra-ataque do time mineiro. Era o último homem, foi expulso. Ao fim do jogo, fim também do sonho do Tri, mas a certeza de que pelo menos a luta não faltou.

Wellington Paulista (9), autor dos dois gols, comemora com seus companheiros.

Adilson derruba Wagner (10) e é expulso: sonho do Tri é adiado.


Assim como faltou competência a Tite e aos bons jogadores do Inter para fazer o resultado contra o Coritnhians, também o treinador do Grêmio, Paulo Autuori, se sentiu quitado de qualidade para virar o resultado contra o Cruzeiro. Com raça, mas sem vitória.

Como diz o hino, não basta ser forte, aguerrido e bravo. Sem virtude (neste caso, virtude técnica) não há triunfo.

Vote na enquete e concorra a grandes prêmios! Tá, mentira, nem tem prêmio. Mas vota que não custa nada!